PERGUNTA: Na minha família ninguém tem a doença que meu médico desconfia que eu tenho. É possível ter uma doença mesmo sem ter nenhum caso na família?
RESPOSTA: Sim. Primeiramente nem todas as pessoas que têm a genética para a doença vão desenvolver a doença. Ou seja, podem haver familiares seus que nasceram com toda a composição de uma doença no organismo mas que ao longo da vida aquela doença não se manifestou. Por outro lado há pessoas que simplesmente não foram diagnosticadas, mas tinham a doença e não buscaram tratamento, talvez por falta de informação ou por falta de acesso ao médico psiquiatra. Por isso o médico não deve somente perguntar se há casos na família, mas sim perguntar, se há alguém na família que parece precisar de tratamento psiquiátrico.
PERGUNTA: A partir de quantos anos de idade se iniciam os sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH ) ?
RESPOSTA: Até há pouco tempo falava-se que os sintomas já deveriam estar bem evidentes antes dos 6 anos de idade. Entretanto hoje sabe-se que a intensidade dos sintomas podem variar de acordo com cada momento de vida. Portanto os sintomas podem parecer inicialmente leves e se agravarem com o passar do tempo tornando o diagnóstico mais evidente em outras idades mais avançadas.
PERGUNTA: Quem devo procurar primeiro o médico psiquiatra ou o psicólogo psicoterapeuta?
RESPOSTA: Os dois. Na verdade se você estiver necessitando de medicação, geralmente um psicólogo quando bom profissional, pedirá para ir a um psiquiatra. E se você estiver precisando de psicoterapia, o psiquiatra quando um bom profissional saberá orientar que também precisará do psicólogo. Casos mais leves podem ser resolvidos com a psicoterapia, mas caso os sintomas piorem muito ou demorem a melhorar, o remédio se faz necessário.
Psiquiatras que falam mal da psicoterapia e psicologia não costumam ser bons profissionais. Psicólogos que falam mal da psiquiatria também não costumam ser bons profissionais. Os bons médicos psiquiatras e psicólogos sabem que o trabalho de um pode ser muito importante ou vital para a melhora do paciente do outro.
PERGUNTA: Todo paciente portador do Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade ( TDAH ou DDA ) tem dificuldade de aprendizagem? É sinônimo de ser mal sucedido?
RESPOSTA: Não ! Pessoas muito inteligentes e com grande capacidade de adaptar-se as dificuldades que encontram com o TDAH ou ainda que convivem em ambientes com bom grau de organização e apoio, até podem conseguir ter sucesso academicamente, mas geralmente vão apresentar um grande desgaste para realizar atividades que outros fazem em menos tempo e com menos sofrimento. É comum uma pessoa mesmo bem sucedida se descobrir portador de TDAH e perceber que podia ter ido mais longe se tivesse tratado o transtorno. Vale lembrar que o TDAH é um transtorno primeiramente do comportamento de auto-controle e em segundo lugar pode afetar a aprendizagem.
Um grande erro por parte das pessoas em geral é se preocupar somente com os sintomas do Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade que estão na sigla “TDAH”. Este diagnóstico está longe de se resumir a inquietude e distração. Outros sintomas não menos importantes são: Impulsividade, dificuldade de planejamento e organização, dificuldade de lidar com o tempo e prazos, imediatismo, sonolência diurna, procrastinação, tendência a compulsões, oscilação do humor com baixa tolerância a frustração e excitabilidade desmedidas além de outros comportamentos típicos e prejudiciais.
É muito comum no Transtorno Obsessivo Compulsivo ou TOC do tipo “rituais mentais” haver pensamentos obsessivos que trazem sofrimento questionando a própria sexualidade. Quando estes são acompanhados de atração física e excitação não se caracteriza como um caso de TOC e sim Transtorno de Orientação Sexual Egodistônico.
A Depressão e o Transtorno Bipolar quando não tratados podem causar neurodegeneração e futuramente contribuir para Demências como Alzheimer.