Posts com a Tag ‘psiquiatria rio’
24 de janeiro de 2012
PERGUNTA: Na minha família ninguém tem a doença que meu médico desconfia que eu tenho. É possível ter uma doença mesmo sem ter nenhum caso na família?
RESPOSTA: Sim. Primeiramente nem todas as pessoas que têm a genética para a doença vão desenvolver a doença. Ou seja, podem haver familiares seus que nasceram com toda a composição de uma doença no organismo mas que ao longo da vida aquela doença não se manifestou. Por outro lado há pessoas que simplesmente não foram diagnosticadas, mas tinham a doença e não buscaram tratamento, talvez por falta de informação ou por falta de acesso ao médico psiquiatra. Por isso o médico não deve somente perguntar se há casos na família, mas sim perguntar, se há alguém na família que parece precisar de tratamento psiquiátrico.
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18 de janeiro de 2012
PERGUNTA: É verdade que os remédios da Psiquiatria deixam a pessoa dopada, sonolenta, fazem engordar e atrapalham a função sexual?
RESPOSTA: Depende do medicamento. Hoje em dia, já há tantas opções de substâncias e estratégias farmacológicas que o paciente na maioria das vezes não precisa suportar um efeito colateral para obter o benefício do tratamento, como acontecia antigamente. Se não houve uma boa experiência com uma substância ainda há muitas outras que podem ser escolhidas pelo médico para minimizar os efeitos de baixa tolerabilidade. Pode acontecer sim de o paciente ter a melhor resposta terapêutica(resultado) com um medicamento que também está causando um efeito colateral ou reação adversa indesejável, neste caso precisa-se avaliar a relação custo x benefício para dar continuidade ou interromper, mas sempre com a supervisão do médico.
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16 de janeiro de 2012
PERGUNTA: A partir de quantos anos de idade se iniciam os sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH ) ?
RESPOSTA: Até há pouco tempo falava-se que os sintomas já deveriam estar bem evidentes antes dos 6 anos de idade. Entretanto hoje sabe-se que a intensidade dos sintomas podem variar de acordo com cada momento de vida. Portanto os sintomas podem parecer inicialmente leves e se agravarem com o passar do tempo tornando o diagnóstico mais evidente em outras idades mais avançadas.
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6 de novembro de 2011
O TDAH Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade é um tema cada vez mais abordado na mídia e conhecido pela população em geral, no entanto alguns profissionais da saúde, até mesmo médicos, psiquiatras e pediatras, psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, professores e diretores de escola, não conhecem com profundidade técnica o assunto. Este conhecimento superficial sem buscar a qualificação especializada no assunto, acaba comprometendo os cuidados com o TDAH, tanto em relação ao diagnóstico correto quanto a condução do tratamento.
Portanto certifique-se sempre se o profissional a quem você confiou sua saúde ou a de seus filhos e alunos tem participado de congressos e encontros sobre o tema. Não é anti-ético perguntar sobre a formação do profissional. E se necessário busque sempre uma 2a. segunda opinião.
2 de novembro de 2011
É frequente os pais de pacientes com TDAH se queixarem que seus filhos parecem imaturos e ingênuos.
Isto ocorre porque as pessoas amadurecem aprendendo, absorvendo informações.
Este amadurecimento e desenvolvimento mental é moldado através da observação do comportamento dos outros, dos ensinamentos dos pais e professores e até com seus próprios erros e experiência de vida.
Ou seja, se a pessoa tem dificuldade de observar e focar, ela também não fixará bem os aprendizados da vida, do dia-a-dia, resultando em muitos casos, em um comportamento imaturo.
Portanto lembramos mais uma vez que o TDAH não atrapalha somente na escola, por isso o tratamento é importante também no tempo que passa fora dela.
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1 de novembro de 2011
É muito comum os pacientes usarem a medicação de liberação prolongada somente 1x uma vez ao dia contando com o efeito do remédio durante o dia inteiro. Entretanto, nem sempre o número de horas informado pelo laboratório corresponde ao tempo exato de sensação de melhora para cada paciente. Ou seja, há remédios que informam durar 4 horas, enquanto pacientes relatam efeito por +/- 3 horas, outros de 8 horas há relatos de +/- 6 horas de efeito e os de 10 horas para alguns seriam +/- 8 horas. O mais recente produto lançado pela indústria farmacêutica promete 13 horas diárias de duração. É importante conversar com o paciente se de fato ele sente-se ajudado o dia inteiro, pois não adianta uma criança tomar a medicação de manhã e fazer o dever de casa ou estudar para a prova a noite, o mesmo vale para os adultos que estudam até mais tarde.
31 de outubro de 2011
Um grande erro por parte das pessoas em geral é se preocupar somente com os sintomas do Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade que estão na sigla “TDAH”. Este diagnóstico está longe de se resumir a inquietude e distração. Outros sintomas não menos importantes são: Impulsividade, dificuldade de planejamento e organização, dificuldade de lidar com o tempo e prazos, imediatismo, sonolência diurna, procrastinação, tendência a compulsões, oscilação do humor com baixa tolerância a frustração e excitabilidade desmedidas além de outros comportamentos típicos e prejudiciais.
31 de outubro de 2011
Nem toda depressão é claramente marcada pela tristeza. É muito comum a sensação de desânimo ou cansaço constante que não melhora mesmo quando a pessoa descansa. Existe depressão leve, moderada e grave. Fique atento. É sempre mais fácil e promissor tratar no início. Não espere piorar para buscar ajuda.
30 de outubro de 2011
É muito comum as pessoas usarem “calmantes” para dormir. No entanto há uma classe medicamentosa conhecida como indutores do sono, que apresenta menos potencial de dependência e são bem indicados principalmente quando a dificuldade é “pegar no sono” ou seja, a insônia inicial.
29 de outubro de 2011
Um estudo recente apontou que o uso de energéticos com bebidas alcoólicas, aumenta o risco de males cardíacos. Isto inclui estimulantes usados para malhar na academia. Fique de olho !