Posts com a Tag ‘psiquiatria barra’
24 de janeiro de 2012
PERGUNTA: Na minha família ninguém tem a doença que meu médico desconfia que eu tenho. É possível ter uma doença mesmo sem ter nenhum caso na família?
RESPOSTA: Sim. Primeiramente nem todas as pessoas que têm a genética para a doença vão desenvolver a doença. Ou seja, podem haver familiares seus que nasceram com toda a composição de uma doença no organismo mas que ao longo da vida aquela doença não se manifestou. Por outro lado há pessoas que simplesmente não foram diagnosticadas, mas tinham a doença e não buscaram tratamento, talvez por falta de informação ou por falta de acesso ao médico psiquiatra. Por isso o médico não deve somente perguntar se há casos na família, mas sim perguntar, se há alguém na família que parece precisar de tratamento psiquiátrico.
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19 de janeiro de 2012
PERGUNTA: Já fiz tratamento diversas vezes, com diversos médicos e psicólogos, nunca melhoro, nada funciona. O que fazer?
RESPOSTA: Primeiramente você deve saber se o seu diagnóstico estava correto. Em segundo lugar é importante saber se você de fato já utilizou todas as possíbilidades de tratamento apesar de ter passado por vários profissionais. A psiquiatria e a psicologia são especialidades da saúde onde além da parte técnica e a formação acadêmica do profissional, faz-se importante a empatia, ou seja, que você se identifique e sinta-se bem com quem está entregando a sua saúde. Portanto mesmo que seja necessário trocar de profissional, não desista. Mas também tenha paciência e boa vontade de esperar o resultado ao longo do tempo, não sendo imediatista. É importante também conhecer melhor os Transtornos de Personalidade pois grande parte dos casos com dificuldades de adesão ao tratamento se deve a este diagnóstico. Ás vezes o tipo de psicoterapia com psicólogo que você fez também pode não ter sido o mais recomendado para o seu caso. O principal é ter amor próprio, não desistir de si e sempre pedir ajuda sem medo ou vergonha. Sua saúde em primeiro lugar.
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18 de janeiro de 2012
PERGUNTA: É verdade que os remédios da Psiquiatria deixam a pessoa dopada, sonolenta, fazem engordar e atrapalham a função sexual?
RESPOSTA: Depende do medicamento. Hoje em dia, já há tantas opções de substâncias e estratégias farmacológicas que o paciente na maioria das vezes não precisa suportar um efeito colateral para obter o benefício do tratamento, como acontecia antigamente. Se não houve uma boa experiência com uma substância ainda há muitas outras que podem ser escolhidas pelo médico para minimizar os efeitos de baixa tolerabilidade. Pode acontecer sim de o paciente ter a melhor resposta terapêutica(resultado) com um medicamento que também está causando um efeito colateral ou reação adversa indesejável, neste caso precisa-se avaliar a relação custo x benefício para dar continuidade ou interromper, mas sempre com a supervisão do médico.
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16 de janeiro de 2012
PERGUNTA: A partir de quantos anos de idade se iniciam os sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH ) ?
RESPOSTA: Até há pouco tempo falava-se que os sintomas já deveriam estar bem evidentes antes dos 6 anos de idade. Entretanto hoje sabe-se que a intensidade dos sintomas podem variar de acordo com cada momento de vida. Portanto os sintomas podem parecer inicialmente leves e se agravarem com o passar do tempo tornando o diagnóstico mais evidente em outras idades mais avançadas.
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12 de janeiro de 2012
PERGUNTA: Todo paciente portador do Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade ( TDAH ou DDA ) tem dificuldade de aprendizagem? É sinônimo de ser mal sucedido?
RESPOSTA: Não ! Pessoas muito inteligentes e com grande capacidade de adaptar-se as dificuldades que encontram com o TDAH ou ainda que convivem em ambientes com bom grau de organização e apoio, até podem conseguir ter sucesso academicamente, mas geralmente vão apresentar um grande desgaste para realizar atividades que outros fazem em menos tempo e com menos sofrimento. É comum uma pessoa mesmo bem sucedida se descobrir portador de TDAH e perceber que podia ter ido mais longe se tivesse tratado o transtorno. Vale lembrar que o TDAH é um transtorno primeiramente do comportamento de auto-controle e em segundo lugar pode afetar a aprendizagem.
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10 de janeiro de 2012
PERGUNTA: Os remédios na Psiquiatria são para ser usados para o resto da vida?
RESPOSTA: Depende do diagnóstico. Na depressão, ansiedade, pânico, TDAH, é possível que o remédio seja usado por um determinado tempo, que vai variar de acordo com cada caso. Mesmo na retirada da medicação é importante o acompanhamento médico. Nunca interrompa a medicação bruscamente exceto em caso de intoxicação. Outros diagnósticos como Transtorno Bipolar e Esquizofrenia precisam de medicamento para a vida toda, mesmo que em doses mais baixas para prevenção de crises.
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6 de novembro de 2011
O TDAH Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade é um tema cada vez mais abordado na mídia e conhecido pela população em geral, no entanto alguns profissionais da saúde, até mesmo médicos, psiquiatras e pediatras, psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, professores e diretores de escola, não conhecem com profundidade técnica o assunto. Este conhecimento superficial sem buscar a qualificação especializada no assunto, acaba comprometendo os cuidados com o TDAH, tanto em relação ao diagnóstico correto quanto a condução do tratamento.
Portanto certifique-se sempre se o profissional a quem você confiou sua saúde ou a de seus filhos e alunos tem participado de congressos e encontros sobre o tema. Não é anti-ético perguntar sobre a formação do profissional. E se necessário busque sempre uma 2a. segunda opinião.
1 de novembro de 2011
É muito comum os pacientes usarem a medicação de liberação prolongada somente 1x uma vez ao dia contando com o efeito do remédio durante o dia inteiro. Entretanto, nem sempre o número de horas informado pelo laboratório corresponde ao tempo exato de sensação de melhora para cada paciente. Ou seja, há remédios que informam durar 4 horas, enquanto pacientes relatam efeito por +/- 3 horas, outros de 8 horas há relatos de +/- 6 horas de efeito e os de 10 horas para alguns seriam +/- 8 horas. O mais recente produto lançado pela indústria farmacêutica promete 13 horas diárias de duração. É importante conversar com o paciente se de fato ele sente-se ajudado o dia inteiro, pois não adianta uma criança tomar a medicação de manhã e fazer o dever de casa ou estudar para a prova a noite, o mesmo vale para os adultos que estudam até mais tarde.
31 de outubro de 2011
Um grande erro por parte das pessoas em geral é se preocupar somente com os sintomas do Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade que estão na sigla “TDAH”. Este diagnóstico está longe de se resumir a inquietude e distração. Outros sintomas não menos importantes são: Impulsividade, dificuldade de planejamento e organização, dificuldade de lidar com o tempo e prazos, imediatismo, sonolência diurna, procrastinação, tendência a compulsões, oscilação do humor com baixa tolerância a frustração e excitabilidade desmedidas além de outros comportamentos típicos e prejudiciais.
31 de outubro de 2011
Nem toda depressão é claramente marcada pela tristeza. É muito comum a sensação de desânimo ou cansaço constante que não melhora mesmo quando a pessoa descansa. Existe depressão leve, moderada e grave. Fique atento. É sempre mais fácil e promissor tratar no início. Não espere piorar para buscar ajuda.