Exame Neuropsicológico
É uma avaliação das funções mentais como a concentração, memória, raciocínio, organização de idéias, linguagem, cálculos, podendo ser utilizado, para a quantificação e qualificação dos sintomas envolvidos, ao passo que não costuma ser empregado qualquer dosagem sanguínea ou exames de imagem para comprovação ou descarte da grande maioria dos diagnósticos psiquiátricos. É baseado na aplicação de testes, escalas e questionários aprovados por estudos das comunidades científicas internacionais, sendo aplicado por um profissional especializado em Neuropsicologia. Este exame também pode ser utilizado para fins legais de documentação relacionados ao deficit destas funções cerebrais. É utilizado principalmente como auxiliar diagnóstico de TDAH Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade, Transtorno Bipolar do Humor, Demências como Alzheimer e outras e sequela pelo uso de drogas como o Álcool e outras.

Jornal O Globo Caderno Boa Chance
No último domingo dia 28 de Outubro, foi escrita uma reportagem no jornal ¨O Globo¨ sobre o que tem se conhecido como ¨smart drugs¨(drogas para ficar ¨esperto¨).
Apesar de o tema ser construtivo para denunciarmos o uso de medicamentos como a Ritalina e o Concerta(metilfenidato) sem acompanhamento médico, por pessoas que querem melhorar sua performance nos estudos ou produtividade no trabalho, a forma como o assunto foi exposto, acabou servindo para alimentar as já frequentes e prejudiciais lendas sobre o tratamento do TDAH.
Em determinado trecho um médico escreve que ¨os possíveis efeitos colaterais não compensam o uso da medicação¨.
A forma com foi colocada a frase induz a uma interpretação equivocada.
Vamos traduzir o que este médico tentou dizer:
As pessoas que não têm o diagnóstico de TDAH mas insistem em usar a medicação com uma finalidade de ficarem mais ¨atentos¨, não têm grande benefício que compense o risco relativo de efeitos colaterais como alguns casos de aumento da ansiedade.
Se você ou seu filho procuram um médico para tratar o TDAH, será feito um acompanhamento inicialmente de forma mensal e caso venha a surgir algum efeito colateral, ele será corrigido com alternativas posológicas ou ajustes da medicação para que então desapareçam.
No entanto esta pessoas que buscam o remédio no ¨mercado negro¨ ou mesmo um tráfico paralelo destas substâncias, não fazem acompanhamento médico e não corrigirão qualquer efeito colateral que porventura venha a surgir.
Portanto o mau uso, este sim, não é recomendado, até por não haver estudos que comprovem que pessoas que não têm o diagnóstico do TDAH, realmente tenham ganhos significativos com estes medicamentos.
Você conhece alguém que já usou estes produtos na tentativa de ¨turbinar¨ o cérebro?