PERGUNTA: Quem devo procurar primeiro o médico psiquiatra ou o psicólogo psicoterapeuta?
RESPOSTA: Os dois. Na verdade se você estiver necessitando de medicação, geralmente um psicólogo quando bom profissional, pedirá para ir a um psiquiatra. E se você estiver precisando de psicoterapia, o psiquiatra quando um bom profissional saberá orientar que também precisará do psicólogo. Casos mais leves podem ser resolvidos com a psicoterapia, mas caso os sintomas piorem muito ou demorem a melhorar, o remédio se faz necessário.
Psiquiatras que falam mal da psicoterapia e psicologia não costumam ser bons profissionais. Psicólogos que falam mal da psiquiatria também não costumam ser bons profissionais. Os bons médicos psiquiatras e psicólogos sabem que o trabalho de um pode ser muito importante ou vital para a melhora do paciente do outro.
Tìtulo: Bem Vindo ao Seu Cérebro
Autores: Sandra Aamodt e Sam Wang
O livro tem como subtítulo a frase: ¨Por que Perdemos as Chaves do Carro, Mas Nunca Esquecemos Como se Dirige e Outros Enigmas do Comportamento Cotidiano¨
Fala de neurociência em uma linguagem simples levando a um melhor entendimento do funcionamento de nosso cérebro e consequentemente a uma melhor compreensão de nós mesmos. Vale a leitura !
(A venda no site Americanas.com http://www.americanas.com.br/AcomProd/1472/2685726#features )
3 passos importantes:
Dê um passo de cada vez.
Não dê um passo maior que a perna.
As vezes, um passo para trás, pode representar dois para frente.
A revista Veja desta semana traz a matéria de capa ¨ Os Segredos da Memória¨ sobre os avanços da ciência na descoberta dos mecanismos que nos fazem lembrar e esquecer das coisas e o como este estudo pode beneficiar as pessoas. Vale a pena conferir !
Você acompanha na íntegra no Link: (clique nas letras vermelhas abaixo)
http://veja.abril.com.br/130110/conquista-memoria-p-078.shtml
Você leu esta reportagem? O que achou?

O livro ¨Paratii¨ de Amyr Klink conta os relatos do brasileiro navegador solitário nos mares gelados do ártico, enfrentando sozinho todas as adversidades e tempestades no traiçoeiro alto mar. Certamente uma experiência de desafio emocional. Vale a leitura.
O canal Globo News traz hoje uma reportagem sobre o TDAH com o professor Paulo Mattos. Segue abaixo a introdução e link para o vídeo na íntegra:
Saiba como conviver com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
O distúrbio atinge mais de 330 milhões de pessoas no mundo.
No último domingo dia 28 de Outubro, foi escrita uma reportagem no jornal ¨O Globo¨ sobre o que tem se conhecido como ¨smart drugs¨(drogas para ficar ¨esperto¨).
Apesar de o tema ser construtivo para denunciarmos o uso de medicamentos como a Ritalina e o Concerta(metilfenidato) sem acompanhamento médico, por pessoas que querem melhorar sua performance nos estudos ou produtividade no trabalho, a forma como o assunto foi exposto, acabou servindo para alimentar as já frequentes e prejudiciais lendas sobre o tratamento do TDAH.
Em determinado trecho um médico escreve que ¨os possíveis efeitos colaterais não compensam o uso da medicação¨.
A forma com foi colocada a frase induz a uma interpretação equivocada.
Vamos traduzir o que este médico tentou dizer:
As pessoas que não têm o diagnóstico de TDAH mas insistem em usar a medicação com uma finalidade de ficarem mais ¨atentos¨, não têm grande benefício que compense o risco relativo de efeitos colaterais como alguns casos de aumento da ansiedade.
Se você ou seu filho procuram um médico para tratar o TDAH, será feito um acompanhamento inicialmente de forma mensal e caso venha a surgir algum efeito colateral, ele será corrigido com alternativas posológicas ou ajustes da medicação para que então desapareçam.
No entanto esta pessoas que buscam o remédio no ¨mercado negro¨ ou mesmo um tráfico paralelo destas substâncias, não fazem acompanhamento médico e não corrigirão qualquer efeito colateral que porventura venha a surgir.
Portanto o mau uso, este sim, não é recomendado, até por não haver estudos que comprovem que pessoas que não têm o diagnóstico do TDAH, realmente tenham ganhos significativos com estes medicamentos.
Você conhece alguém que já usou estes produtos na tentativa de ¨turbinar¨ o cérebro?
Crianças e Adolescentes
O questionário abaixo é denominado SNAP-IV e foi construído a partir dos sintomas do Manual de Diagnóstico e Estatística – IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiátrica. Você também pode imprimir e levar para o professor preencher na escola. Esta é a tradução validada pelo GEDA – Grupo de Estudos do Déficit de Atenção da UFRJ e pelo Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da UFRGS.
IMPORTANTE: Lembre-se que o diagnóstico definitivo só pode ser fornecido por um profissional.
[
SNAP - IV - Versão para impressão ]
Para cada item, escolha a coluna que melhor descreve o(a) aluno(a) (MARQUE UM X):
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Nem um pouco |
Só um pouco |
Bastante |
Demais |
| 1. Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por descuido nos trabalhos da escola ou tarefas. |
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| 2. Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades de lazer |
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| 3. Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ele |
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| 4. Não segue instruções até o fim e não termina deveres de escola, tarefas ou obrigações. |
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| 5. Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades |
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| 6. Evita, não gosta ou se envolve contra a vontade em tarefas que exigem esforço mental prolongado. |
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| 7. Perde coisas necessárias para atividades (p. ex: brinquedos, deveres da escola, lápis ou livros). |
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| 8. Distrai-se com estímulos externos |
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| 9. É esquecido em atividades do dia-a-dia |
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| 10. Mexe com as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira |
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| 11. Sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que se espera que fique sentado |
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| 12. Corre de um lado para outro ou sobe demais nas coisas em situações em que isto é inapropriado |
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| 13. Tem dificuldade em brincar ou envolver-se em atividades de lazer de forma calma |
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| 14. Não pára ou freqüentemente está a “mil por hora”. |
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| 15. Fala em excesso. |
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| 16. Responde as perguntas de forma precipitada antes delas terem sido terminadas |
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| 17. Tem dificuldade de esperar sua vez |
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| 18. Interrompe os outros ou se intromete (p.ex. mete-se nas conversas / jogos). |
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Como avaliar:
1) se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 1 a 9 = existem mais sintomas de desatenção que o esperado numa criança ou adolescente.
2) se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 10 a 18 = existem mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que o esperado numa criança ou adolescente.
O questionário SNAP-IV é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A) para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.
IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com o critério A! Veja abaixo os demais critérios.
CRITÉRIO A: Sintomas (vistos acima)
CRITÉRIO B: Alguns desses sintomas devem estar presentes antes dos 7 anos de idade.
CRITÉRIO C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos diferentes (por ex., na escola, no trabalho, na vida social e em casa).
CRITÉRIO D: Há problemas evidentes na vida escolar, social ou familiar por conta dos sintomas.
CRITÉRIO E: Se existe um outro problema (tal como depressão, deficiência mental, psicose, etc.), os sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.