Arquivo de setembro de 2009

VIDA REAL: Caso Isabela Nardoni

30 de setembro de 2009

Há muito tempo venho querendo escrever este artigo, mas tentava fugir do sensacionalismo barato e exploração do sofrimento alheio.

Porém esta semana, o assunto retornou as manchetes dos telejornais. O casal Nardoni, aquele acusado de deixar a menina Isabela cair do alto do prédio, vem alegando em sua defesa, a hipótese de acidente doméstico.

Como todos sabem, a mídia e a opinião pública em geral, já condenaram o casal há bastante tempo, desde o início do caso. Eu, como psiquiatra, tento avaliar pelo lado da doença, sem julgar, mas tentando explicar, para mim mesmo, o que pode ter ocorrido.

Mas o que venho relatar mesmo, é muito mais assustador que o caso, isoladamente falando: Depois da notícia do caso de Isabela Nardoni, não foram poucos os pais de pacientes crianças que vieram me dizer por livre e expontânea vontade a seguinte frase:

- Doutor Paulo, as vezes eu entendo aqueles pais de São Paulo. As vezes me dá vontade de fazer o mesmo.

Logo em seguida eles dizem: – Eu não faria, mas entendo perfeitamente, dá vontade mesmo.

Não me assusta tanto a declaração, devido ao fato de já ter atendido, diversas mães desesperadas, chorando em prantos nas consultas, com a seguinte frase:

- Doutor Paulo, ele é meu filho, eu o amo, mas eu não sei mais o que fazer. Eu não aguento mais, minha vontade as vezes é sumir ou até dar ele para alguém !

Realmente, uma criança ansiosa, hiperativa ou com um retardo mental, as vezes tira qualquer pessoa do sério. Mas por isso vamos cometer uma loucura? Não, obviamente não. Mas para não se desesperar, é preciso ter consciência, que se você tem um filho nessas condições, você precisará cuidar primeiro de você mesma e para isso precisará de tempo, para ele e para você, precisará abrir mão, abdicar de alguns prazeres ou de tempo de trabalho, se não quiser se desesperar e ter uma atitude descontrolada.

Lembre-se: Cuide de você, se quiser cuidar bem do seu filho. O mesmo serve para os pais(sexo masculino), ajudem suas esposas, pois estarão ajudando a manter o equilíbrio de sua família.

Você já pensou em cometer qualquer tipo de loucura por não aguentar mais o comportamento de seu filho?

Frase

30 de setembro de 2009

Se o tempo é o senhor da razão, precisamos de tempo para não agir somente pela emoção.

Paulo André Issa

Notícia

30 de setembro de 2009

BULLYING: O QUE VOCÊ PRECISA SABER?  (Fonte: site www.comunique-se.com.br )

( Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil – Comunique-se – )

Promotor Lélio Braga Calhau lança publicação didática abrangendo diversos setores, incentivando conscientização e combate ao problema.

Recentemente o tema Bullying, mais comumente conhecido como assédio moral, vem chamando a atenção e provocando debate em diversos setores da sociedade. Mas a população realmente sabe o que caracteriza o Bullying e quais suas consequências?

Vivenciando os grandes estragos que atitudes promovidas pelo Bullying podem provocar na vida de uma grande parte da sociedade, algumas vezes até irreversíveis, o Promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais e Mestre em Direito do Estado e Cidadania, Lélio Braga Calhau, lança sua nova publicação: BULLYING: O QUE VOCÊ PRECISA SABER – Identificação, prevenção e repressão.

Na obra, o Promotor explicita de forma clara e didática como acontece o Bullying, seus conceitos e diferenças para outros tipos de assédio, caracterizado por toda forma de desprezar, destruir, denegrir, agredir ou violentar a estrutura psíquica de outra pessoa sem motivação, destruindo carreiras e famílias, afetando todas as classes sociais.

Segundo o promotor, o objetivo do livro é trazer conhecimentos essenciais para que todos possam lidar da melhor forma possível com esse mal silencioso. “Vivemos em uma sociedade extremamente individualista, onde a figura do próximo ficou de lado para muitos. Minha experiência como promotor de justiça é de que esses casos são mais corriqueiros e devastadores do que pensamos”, afirma Dr. Lélio.

O livro abrange os mais diversos setores, desde escolas as mais diversas áreas profissionais, tanto públicas quanto privadas, além de cyberbullying e bullying homofóbico, com depoimentos de pessoas que presenciaram agressões ou foram vítimas delas.

Dr. Lélio considera ainda o perigo da falta de prevenção ou repressão aos casos de Bullying, quando as pessoas afetadas não encontram auxílio em pessoas próximas, especialistas ou autoridades públicas, muitas vezes por falta de informação veiculada.

Ao final, o livro propõe uma grande reflexão sobre o tema, o que a população pode fazer para combater o bullying, além de uma cartilha, em formato de ‘revista em quadrinhos’ voltada para crianças e adolescentes.

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Psicologia nas escolas

29 de setembro de 2009

Daqui a muitos anos o ser humano se dará conta que precisa aprender como sua mente e seu psicológico funcionam, para enfim ter uma vida mais equilibrada.

Se você compra uma máquina complexa e difícil de fazer funcionar direito, você vai jogar o manual de instruções fora?

Você vai se arriscar a estragar algo que sabe que é importante?

O ser humano faz isso. Ao invés de aprender como ele mesmo funciona, seus instintos, seu emocional, seu psicológico, primeiro vive e faz tudo errado, depois procura o auto-c0nhecimento com a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para corrigir os possíveis erros ao longo da infância ou por toda a vida.

Quando os seres humanos aprenderem que a neurociência e a psicologia explicam todo o nosso funcionamento pleno, enfim passarão a ensinar nas escola,  tudo sobre nosso cérebro e comportamento. Ao invés de todos terem que ¨quebrar a cara¨ para depois, quando o pior já aconteceu, tentar resolver.

Enquete

29 de setembro de 2009

Por que os planos de saúde e convênios não autorizam ou não fornecem opções de médicos psiquiatras para seus usuários, assim como as outras especialidades médicas?

Deficit de Atenção e Hiperatividade TDAH DDA

29 de setembro de 2009

Leia mais artigos sobre Deficit de Atenção e Hiperatividade TDAH DDA em www.hiperatividade.blog.com por Dr. Paulo André Issa

Ansiedade

29 de setembro de 2009

Leia mais artigos sobre  Ansiedade em www.ansiedade.blog.com por Dr. Paulo André Issa

Revista

29 de setembro de 2009

Matéria interessante da revista ¨Scientific American¨ sobre ¨a mente e a origem da computação¨ no link: http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_origem_da_computacao.html  

A Origem da Computação
Era da informação começou ao se perceber que máquinas poderiam imitar o poder da mente

Notícia 1 dia após artigo no Blog

28 de setembro de 2009

Um dia após escrever aqui, artigo sobre a exploração da psiquiatria pela mídia, mas sem nenhuma ação da mesma, para a conscientização sobre a precariedade do sistema de saúde mental do governo, saiu hoje no Globo Online, matéria sobre os hospitais públicos psiquiátricos ! Ponto para o Blog !

Mas quando vai aparecer isto nas novelas de alta repercussão junto ao público?

Segue abaixo cópia do artigo:

Hospitais psiquiátricos do Rio em agonia
 
Fernanda Baldioti – O GLOBO  28/09/2009
 
RIO – Internos dormindo no chão, fumando na enfermaria, pacientes obrigados a comer em pé, leitos sem colchão, roupas misturadas ao lixo, banheiros sem pia e sanitários esguichando água. Este foi o quadro encontrado pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Carlos Eduardo (PSB), durante uma vistoria realizada no Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira, mais conhecido como hospício do Engenho de Dentro, e no Instituto Municipal Philippe Pinel, em Botafogo. A crise, causada em parte pelo corte no orçamento e pelo hiato entre o que é gasto e o valor repassado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), levou o psiquiatra Edmar Oliveira a pedir demissão do cargo de diretor do Nise este mês, após dez anos exercendo a função:
- A secretaria cortou 25% dos contratos terceirizados, que são responsáveis por setores como alimentação e limpeza. Com isto, gestores que, como eu, já vinham fazendo economia, foram prejudicados. Eu já tinha cortado todos os excessos, com menos 25%, não tinha mais como trabalhar. As enfermarias estão em petição de miséria. Com essa verba, só conseguia trocar as lâmpadas – afirmou Oliveira.
A falta de infraestrutura e de manutenção é visível no Nise da Silveira: leitos com a estrutura de ferro cortada pela ferrugem e expostos ao contato dos pacientes, colchões rasgados, goteiras sobre as camas. No banheiro, o reboco do teto desmoronou e não há portas nas cabines, o que deixa os internos sem privacidade.
Durante a vistoria, realizada no fim de agosto, um paciente foi flagrado lavando a cabeça na pia do refeitório. Mofo e infiltrações podiam ser vistos nas paredes dos corredores, de enfermarias, banheiros e outros setores da unidade. Os poucos armários que existem estavam sem portas, e os pacientes não tinham onde guardar os pertences.
Segundo um funcionário do Nise que pediu para não ser identificado, por falta de pessoal, o tratamento dos pacientes praticamente se restringe à medicação. As atividades acontecem uma vez por semana, durante duas horas.
- Eles acabam se estapeando por qualquer coisa. É cadeirada para cima e para baixo. Teve um paciente que arrancou a orelha do outro, e um interno que teve o lábio arrancado. Ano passado, um morreu após uma briga aqui dentro. É difícil trabalhar num local desses. Muitos colegas estão adoecendo, inclusive mentalmente. Trabalhamos sob pressão de dia e de noite – relatou o funcionário.
A morte do interno que foi agredido aconteceu no ano passado, ainda sob a gestão de Oliveira. Segundo ele, um dos problemas foi a demora no atendimento. Como não há ambulância no Nise, esperou-se mais de uma hora até que o paciente fosse levado para um hospital.
A Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil informou que conta com serviço terceirizado de ambulâncias, que ficam baseadas em pontos estratégicos da cidade. “A unidade que necessita do serviço liga para a central é prontamente atendida”, afirmou, em nota.
Internos fumam sem serem incomodados
No Hospital Philippe Pinel, a situação não é diferente: foram encontrados colchões e cobertores rasgados, além de madeira podre substituindo o estrado das camas. Nos banheiros, as pias estão sem encanamento e a água cai no chão, as descargas estão com defeito e não há água quente nos chuveiros
Durante a vistoria, realizada no fim de agosto, um paciente foi flagrado lavando a cabeça na pia do refeitório. Mofo e infiltrações podiam ser vistos nas paredes dos corredores, de enfermarias, banheiros e outros setores da unidade. Os poucos armários que existem estavam sem portas, e os pacientes não tinham onde guardar os pertences.
No refeitório, há apenas quatro cadeiras para todos os pacientes da unidade. Muitos reclamam que comem sentados no chão ou em pé. Segundo uma paciente que não quis se identificar, a refeição é regulada: se alguém derruba a comida no chão, não receberá outra. Também não é permitido repetir o prato.
- Um interno me contou que eles fazem a dança das cadeiras e quem se sentar come sentado. Isto é forma de ressocializar alguém? Que ambiente é esse de internação? – questiona o vereador Carlos Eduardo.
Pacientes do ambulatório reclamam da falta de psicólogos
A paciente Deise Correia, que tem síndrome do pânico e faz uso do ambulatório do Nise da Silveira, revela que desde o início do ano não há mais o tratamento sistemático com os psicólogos. Segundo ela, há três meses os pacientes conseguiram uma sala para realizarem reuniões de autoajuda:
- Tínhamos uma consulta uma vez por mês com uma psiquiatra e semanalmente com uma terapeuta. Isto não existe mais. Semana passada, chegou uma senhora muito mal e nós que a ajudamos. Em maio, consegui marcar uma consulta para outubro, mas a médica nova pediu demissão. Como insisti muito e pedi pelo amor de Deus que ela me desse remédio, ela me atendeu, mas só fez repetir a receita. A gente pergunta se esse hospital está acabando e ninguém sabe responder – relatou Deise.
Por causa da falta de tratamento psiquiátrico ambulatorial, o presidente da Associação dos Moradores do Entorno do Engenhão, Aníbal Antunes, organizou uma manifestação que contou com cerca de 70 pessoas no último dia 14. Antunes relata que alguns médicos se queixaram de que não têm sequer um fichário para anexar o prontuário.
- Sem terapia, não há remédio. O tratamento era semanal, passou a ser quinzenal e agora os pacientes se reúnem, fazem autoajuda e sem o profissional acompanhando. Fico sensibilizado porque tenho uma amiga que passava muito por aqui e sempre dizia que nunca havia pensado que precisaria do hospital um dia. Pedimos que o secretário de saúde crie uma solução. Se isto não acontecer, vamos fazer mais manifestações e até acionar o Ministério Público.
De acordo com a direção do Nise da Silveira, a unidade oferece reuniões de autoajuda com a participação de monitores treinados, que em alguns casos são também usuários. Há também a atuação de terapeutas ocupacionais, psicólogos e enfermeiros que participam das atividades terapêuticas, como oficinas de dança e de arte, juntamente com os pacientes.
A direção do Nise informou ainda que a unidade é antiga, da década de 40, e está passando por manutenção preventiva e obras. “A área que está com problemas de infiltrações está interditada, e todos os pacientes foram transferidos para outra enfermaria”, afirma uma nota da secretaria de Saúde.
Na nota, a secretaria informou que a demanda por limpeza e manutenção de um hospital psiquiátrico é maior do que a das demais unidades: “Há casos em que os pacientes quebram equipamentos, e o serviço contratado conta com o plantonista para cuidar destes casos corretivos. Todo lixo da unidade é selecionado e separado como infectante ou não infectante, e há quantidade suficiente de colchões para reposição”.
Com relação ao corte de 25% dos contratos terceirizados, a secretaria informou que ele foi realizado em contratos de alguns serviços da prefeitura, para adequação do orçamento às contas do município, não havendo perda na qualidade dos serviços prestados. “Esta medida foi adotada para que fosse possível pagar os débitos da gestão anterior e os deste ano”.

Notícia

28 de setembro de 2009

Projeto de pesquisa brasileiro sobre transtorno bipolar recebe prêmio da UNESCO (Fonte: Agência Estado)

Se um dos pais tem o transtorno, aumentam as chances de os filhos terem a doença. O transtorno bipolar é uma doença que afeta o humor, levando a pessoa a ter alternância de episódios de euforia e depressão. Nas famílias em que um dos parceiros tem a doença, há 10 vezes mais chance de um dos filhos apresentar o problema, enquanto que na população em geral, esse número é de 1%. Um projeto de pesquisa que visa estudar os genes envolvidos com a doença nas famílias de crianças com o transtorno acaba de ser premiado pelo Programa L’Oréal/Unesco Para Mulheres na Ciência.

 

O projeto “Estudo genético do sistema dopaminérgico em famílias de crianças com o transtorno do humor bipolar” está sendo desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) por uma equipe de pesquisadores ligados ao Laboratório de Neuroimagem em Psiquiatria (LIM-21) e do Programa de Transtorno Bipolar (PROMAN) do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC), ambos da FMUSP.

 

De acordo com a psiquiatra Sheila Cavalcante Caetano, que foi agraciada com o prêmio, os pesquisadores irão colher amostras de sangue dos pais e das mães de crianças com transtorno bipolar para realizar uma avaliação genética visando entender quais genes estão ligados ao aparecimento do transtorno nos filhos. “Usaremos o prêmio de 20 mil dólares para o desenvolvimento da pesquisa, que estava orçada exatamente neste valor”, comenta a médica. “Acreditamos que agora no mês de outubro vamos iniciar as primeiras coletas”, informa. Segundo ela, o projeto já foi aprovado pela Comissão de Ética da FMUSP.

 

Sheila ressalta que o transtorno bipolar apresenta uma forte carga genética, mas não é uma doença determinista. “Isso significa que não é toda criança com pais onde um dos conjuges tem a doença que irá desenvolver o transtorno. O que ocorre é que há uma incidência de 10% em crianças com pais que têm a doença. Na população em geral, o índice é de 1%”, destaca. Ela lembra que 40% dos filhos de pais acometidos pela doença terão algum tipo de doença psiquiátrica, como depressão e transtornos de ansiedade.

 

Dopamina

A psiquiatra explica que, no cérebro, a comunicação entre os neurônios acontece por meio de neurotransmissores, como a dopamina. “Nos casos de esquizofrenia, os pacientes têm alguns sintomas psicóticos, como alucinações e sensação de perseguição. Crianças com transtorno bipolar têm sintomas semelhantes a estes citados”, conta a pesquisadora. “Em experimentos realizados com ratos, quando o nível de dopamina aumenta, esses animais também se mostram eufóricos e com comportamento semelhante ao verificado na fase de euforia do transtorno bipolar. Por isso acreditamos que o sistema dopaminérgico tem um papel fundamental na doença”, explica.

 

A coleta de material será feita nos pacientes atendidos no Lim-21 e no PROMAN, locais onde a psiquiatra atua profissionalmente. Será coletado o sangue dos pais, mães e das crianças, com idade entre 6 e18 anos. Os pais também responderão a questionários. A pesquisa faz parte do pós-doutoramento de Sheila, pela FMUSP, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e tem a participação dos médicos Ana Kleinmam e Beny Lafer.

 

A médica conta que as crianças com o transtorno, durante a fase depressiva da doença, podem ficar sem se alimentar, totalmente desmotivadas e com pensamentos suicidas, entre outros sintomas; já durante a fase da euforia, elas se transformam totalmente: ficam agitadas, não param de falar a ponto de atrapalharem as aulas.

 

Lazer

Sheila afirma que há algumas pesquisas americanas que apontam que a criança com transtorno bipolar vem de uma família desorganizada, onde não há atividades de lazer realizadas em conjunto. “Com o projeto poderemos descobrir se as famílias brasileiras são tão prejudicadas quanto as americanas”, aponta.

 

Os primeiros resultados do estudo deverão estar disponíveis pelo menos em dois anos. Uma das dificuldades, segundo a psiquiatra, é que a pesquisa deve ser feita com a criança com transtorno bipolar, o pai e a mãe. “O índice de divórcios é maior quando um dos cônjuges tem a doença. Então é possível que tenhamos algum tipo de dificuldade para unir as três partes envolvidas na pesquisa”, diz.

 

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