Arquivo de julho de 2009

Saúde Mental na Mídia

31 de julho de 2009

Nesta semana do dia 25/07/09 a revista Época traz a reportagem de capa sobre a Ortorexia, um transtorno da mente, onde as dietas alimentares tornam-se uma obsessão por alimentos saudáveis, como orgânicos, frutas, cereais. Até seria saudável se não trouxesse consigo uma preocupação exagerada e um sofrimento associado a este comportamento.

Nesta mesma semana, a revista Isto é, também traz uma matéria de capa sobre a Ansiedade e seus males para todas as partes do corpo, além do psicológico.

Ontem o jornal Extra, trazia uma matéria sobre ¨Víciados em Internet¨.

Ontem o ¨Jornal Nacional¨ da Rede Globo, falava sobre o Transtorno do Estresse Pós Traumático em mulheres vítimas de violência domésticas, o médico Marcelo Feijó, que conheço pessoalmente, grande pessoa e profissional do tema, deu entrevista a respeito.

As doenças da mente humana estão cada vez mais evidentes. Cabe as pessoas buscarem ajuda enquanto elas estão no início, pois quanto mais avançados os sintomas, mais difícil ou trabalhoso de tratar e podem ficar sequelas caso ocorram crises graves.

Vale lembrar ainda, que a televisão, revistas,  jornais e internet, nem sempre são fontes de informação médica correta e segura, procure sempre o profissional de saúde.

Frase

29 de julho de 2009

“Cada segundo é uma nova chance de recomeçar.”

FRASE

21 de julho de 2009

¨Os valores de uma pessoa podem ser medidos pela forma como ela usa o seu tempo.¨

Teste Escala Avaliação Exame: Enxaqueca e Dor de Cabeça

19 de julho de 2009

 Dor de cabeça ou enxaqueca?

É comum chamar uma dor de cabeça mais forte de enxaqueca. Mas há grande diferença entre uma e outra. A dor de cabeça, não importa a intensidade ou a causa, pode ser episódica ou sintoma de outra doença. A enxaqueca, por sua vez, é um mal crônico, que atrapalha a vida e contra o qual só funcionam remédios específicos. Confira se você sofre ou não de enxaqueca

Quanto tempo costumam durar as crises?
a) De 4 a 72 horas
b) Até uma semana

Onde a dor se localiza?
a) De um lado só da cabeça
b) Dos dois lados

Como é a dor?
a) Latejante, pulsátil
b) Em pressão, como se uma faixa apertasse a cabeça

Qual é a intensidade da dor?
a) De moderada a forte
b) De fraca a moderada

Quando a dor chega você…
a) …tem de interromper o que está fazendo
b) …consegue manter suas atividades

Marque a situação mais recorrente nos momentos de dor
a) Náuseas e vômito
b) Náuseas ou vômito

Durante a crise…
a) …tenho aversão à luz e a sons
b) …tenho aversão ou à luz ou a sons

Pontuação

respostas “A”

respostas “B”

 

 

AVALIAÇÃO

Predominância das alternativas “a”
Você provavelmente sofre de enxaqueca. Seria bom procurar um médico

Predominância das alternativas “b”
É quase certo que você apenas experimente de vez em quando uma cefaléia tensional episódica, o tipo mais comum de dor de cabeça

 

O T.O.C. é engraçado?

16 de julho de 2009

T.O.C. é a abreviação de Transtorno Obsessivo Compulsivo, sua definição clássica seria: Comportamento repetitívo, consciente, irracional, incontrolável e que traz sofrimento. Por essa definição já podemos nos perguntar: Aonde está a graça?

O T.O.C. de fato pode parecer engraçado, mas para quem assiste o comportamento do portador da doença. Certamente não é para o paciente, seus familiares e amigos.

Neste transtorno, a pessoa ansiosa, primeiramente desenvolve um pensamento repetido, chamado de obsessão e para tentar diminuir ou parar este pensamento obsessivo, ela passa a desenvolver atitudes repetidas relacionadas a resolução deste pensamento.

Traduzindo em uma definição de mais fácil compreensão, a pessoa portadora de T.O.C., repete por inúmeras, incontáveis, infinitas vezes, um gesto, atitude, movimento, reação ou comportamento,  que ela sabe que não faz muito sentido, ou seja, sabe que acabou de fazer a mesma coisa há segundos atrás, mas em uma tentativa desesperada de interromper aquelas idéias que se repetem em sua mente, volta a realizar o mesmo movimento, e ainda assim não consegue controlar as obsessões.

A verdade é: O T.O.C. causa um grande prejuízo no funcionamento social da pessoa, devido ao sério constrangimento que elas sofrem no dia-a-dia. Empregos são abandonados, faculdades, relacionamentos, casamentos e a pessoa acaba se isolando cada vez mais, tendo uma grande chance de desenvolver um quadro depressivo.  

Mas por que o título do artigo: O T.O.C. é engraçado?

O fato de algo ser engraçado não justifica que usemos dessa ¨graça¨ para nos divertir ou distrair, se isso envolve o sofrimento dos outros. É como a frase: ¨Eu perco o amigo, mas não perco a piada¨. Parece e é engraçado, mas no fundo não é.

O T.O.C. tem sido tema de diversas comédias: Filmes(O Aviador, Melhor Impossível, Os Vigaristas…), novelas(Caminho das Índias), séries de TV(Monk) e peças de teatro(TOC TOC), sempre abordado de forma descontraída e divertida. E o argumento utilizado para justificar tal atrocidade, na grande maioria das vezes é: Estamos ajudando a divulgar a doença.

Sinceramente, me desculpe parecer demagogo, mas existem inúmeras maneiras de divulgar doenças, sem fazer graça delas.

As pessoas com os sintomas desta doença costumavam(antes da internet) levar aproximadamente 10 anos, sofrendo com seus  rituais, para então descobrirem que tratava-se de uma doença e que existe tratamento. As pessoas de baixo grau de instrução continuarão levando período de tempo semelhante.

Se você vir uma dessas produções ¨artísticas¨ certamente vai gostar, mas não se já tivesse sentido na sua própria pele ou presenciado uma pessoa querida e seu sofrimento. É desesperador.

Qual é a graça?

LIVRO

16 de julho de 2009

O nome do livro indicado hoje é ¨Modernidade Líquida¨  do autor Zygmunt Bauman.

O livro fala de como a falta de tempo das pessoas, mudou os valores e as relações entre elas.

A falta de tempo, considero eu, é um dos maiores males da história da humanidade e é fruto natural da sociedade consumista que construímos todos os dias. Qual a sua opinião?

FRASE

16 de julho de 2009

¨A psiquiatria é o exagero da normalidade.¨

Paulo André Issa

Saúde Mental na Mídia

12 de julho de 2009

Nesta semana a revista Veja, traz reportagem sobre rejuvenescimento, onde o ex-jogador Raí, conta que para aliviar a ansiedade após ter se aposentado fez psicoterapia.

VIDA REAL: Transtorno Dismórfico Corporal

9 de julho de 2009

Imagine uma pessoa que é famosa desde os 5 anos de idade.

Agora imagine, se desde que você se lembra que começou a existir, as pessoas em todo lugar, viessem pedir fotos com você, ou quisessem falar com você, te tocar, agarrar, abraçar, beijar, pessoas que você nem mesmo conhece.

O que você faria?

Se toda vez que saísse as ruas, desde os seus 5 anos de idade, as pessoas te cercassem desta forma? Como você fosse de outro planeta?

Você certamente em uma tentativa desesperada iria tentar sair disfarçado na rua, usar boné, óculos escuros, peruca ou até um véu sobre o rosto.

Eu juro que não queria mais falar sobre Michael Jackson, ninguém aguenta mais o sensacionalismo em cima de sua morte. No entanto a frase de um telejornal dizendo que ele era famoso desde os 5 anos de idade, me fez refletir mais um pouco, pensei 10 vezes antes de escrever, porque não suporto, abomino o sensacionalismo, mas eu precisava falar a respeito deste assunto.

Você imagine agora, que mesmo quando você saísse disfarçado as pessoas te fotografassem, te reconhecessem. Qual seria a solução para ter paz? Para tentar ser normal? Para poder viver no mundo fora de casa?

Só vejo duas: Mudar de rosto ou nascer de novo.

Muitos médicos inclusive eu, sempre falamos na hipótese de Transtorno Dismórfico Corporal, um transtorno onde a pessoa tem uma impressão distorcida sobre a auto-imagem, mais precisamente sobre alguma parte do corpo e apresenta delírios de referência que todos estão reparando, olhando para ele.

Pode até ser que Michael Jackson fosse portador deste Transtorno, mas pensando bem agora, era a pessoa com mais motivos no mundo para apresentar todos os sintomas. Porque se isolava tanto do mundo? Das pessoas? Da família?

Porque era excêntrico? Era estranho? Era maluco? Perturbado? Não só por isso. Mas sim porque ele não conseguia ser simplesmente humano. Normal. Comum. Ser gente. Ser pessoa. Ser cidadão. Nunca ninguém lhe deu esse direito. Ele só teria paz em outro planeta, ou na Lua quem sabe, talvez nem lá.

Dizem que ele queria ser sempre criança, eu digo mais, talvez quisesse voltar aos 4 anos, quando ninguém ainda o conhecia.

Então, como eu disse: Qual seria a solução para tentar ser normal e ninguém te reconhecer mais nas ruas?

Mudar seu próprio rosto ou nascer de novo.

Ele tentou a primeira opção, não deu nada certo.

Só restou a segunda.

Frase

9 de julho de 2009

A emoção é passageira. A razão é permanente.