Arquivo de junho de 2009
14 de junho de 2009
Em 9 de junho, escrevi um artigo neste blog, entitulado ¨Tragédia Aérea 3: O Vôo Air France¨, em que falei sobre o excesso de confiança na segurança do transporte aéreo.
Hoje, 14 de junho a Revista Época(pág.84) escreveu a matéria: ¨O que não dizem a você antes de embarcar: Por que a confiança na aviação comercial depende de uma investigação rápida e competente?
Ponto para o blog !
Boa semana !
12 de junho de 2009
O livro sugerido hoje chama-se: ¨A Arte de Esquecer¨.
Seu autor é Ivan Izquierdo, médico.
O livro explica que tão importante quanto ¨lembrar¨ das coisas, é também ¨esquecer¨. Imagine se você lembrasse de tudo o que lhe aconteceu até hoje desde o primeiro segundo ou minuto da sua vida ! Você não conseguiria dar um passo para frente de tanto pensar em tanta coisa.
As pessoas se preocupam muito com a memória. Se preocupam muito em lembrar das coisas. Mas precisam se preocupar em esquecer também.
Existe um ditado chinês que fala: ¨Experiência é luz para trás¨, um ex-chefe meu dizia muito esta frase.
Vai aí então a dica ! Boa leitura.
11 de junho de 2009
Você provavelmente já ouviu falar sobre o caso Sean, o menino que morava com a mãe brasileira e o pai americano nos Estados Unidos e um dia veio para o Brasil com a mãe e deixou de morar com o pai.
Os casos de disputa da guarda de crianças são comuns, já ouvimos falar de vários outros, mas este caso parece um pouco diferente.
A mãe de Sean seria considerada “sequestradora” se tivesse “fugido” com o menino sem comunicar ao pai sua intenção. Até este ponto não há nada de diferente dos outros casos pelo mundo. Ocorre que deste ponto em diante, a mãe de Sean, iniciou um outro relacionamento(o que também é absolutamente normal) e ao engravidar pela segunda vez, faleceu durante o parto, apesar de sua filha ter sobrevivido e ficado com o pai, que é o padrasto de Sean.
A partir do momento em que há uma disputa pela guarda entre pai e mãe, e ocorre de a mãe falecer por causa de saúde, seria natural que o menino ficasse com o pai, já que este não tem ficha criminal, nem limitação de saúde como doença física ou mental ou ainda inviabilidade financeira que o impeça de ser um pai como outro qualquer.
Então entra em cena, a família da mãe e o padrasto de Sean, que em uma atitude facilmente compreensível, porém desesperada, como qualquer parente ligado afetivamente a alguém sofreria, caso fosse obrigado a se distanciar de um ente querido, iniciam uma luta judicial para não se afastarem do menino.
Mas aí vem a pergunta: O padrasto de Sean, que também é pai, gostaria de ser afastado de sua filha legítima, seja por qual motivo fosse? Então como pode ser conivente em manter o menino Sean, afastado de seu pai biológico?
Os avós maternos de Sean, pelo amor que têm pelo neto, não sabem que pela ordem natural da vida(não considerando fatalidades), o pai por sua idade deve ter mais tempo para o resto da vida de ser o grande companheiro do filho?
A família materna não conhece casos de filhos adotivos, onde depois de muitos anos, estes muitas vezes quando o pai é vivo, querem conhecê-lo ao menos por curiosidade e também frequentemente se arrependem de não ter convivido mais com aquele pai biológico anteriormente?
Será que não está claro que está sendo desrespeitado o instinto pai-filho filho-pai em nome de um amor enorme dos avós e desespero de viverem distantes(mas não inatingíveis) deste neto e enteado?
O que mais preocupa nisto tudo é o que pode estar sendo feito com a cabeça do menino Sean.
Quem ama não deve mentir, iludir ou dissimular. E quem o fizer, um dia poderá ser cobrado.
Vamos torcer para que as pessoas envolvidas em ambos os lados neste caso abram mão de qualquer orgulho, vaidade, rancor, mágoa e egoísmo em nome de algo muito maior, que é a felicidade de uma criança.
É justamente aí que está a parte mais difícil dessa história.
9 de junho de 2009
O que fazer se houver um doente no poder? Como presidente por exemplo?
Vou tentar ser mais claro: O que fazer se uma pessoa que governa um país, seja por meio de uma ditadura imposta ou por uma eleição democrática, é diagnosticado como portador de doença por psiquiatras que observam seu comportamento e atitudes?
Quem vai conseguir dá-lo remédios? Quem terá poder para atestar através de um laudo de insanidade mental a incapacidade laborativa simplesmente do presidente de um país? Quem terá a capacidade de interná-lo se for preciso, se ele é a ordem máxima do país?
É o que parece acontecer com a Coréia do Norte. O ditador que lidera o país já demonstrou claros sinais de não desfrutar do bom senso e coerência em suas ações e reações !
E agora ameaça ao mundo com mísseis nucleares !!!
Na história da humanidade, já existiram outros líderes de saúde mental duvidosa, como Adolf Hitler e ninguém conseguiu pará-lo a não ser com guerras !
Os países do mundo inteiro, inclusive seus próprios aliados tradicionais, já se posicionaram contra o líder da Coréia do Norte Kim Jong-il. Quando todos falam que você está errado, até os que te gostam, e só você não vê, não concorda, é porque certamente alguma coisa tem grande chance de estar errada.
E agora? O que fazer? Chamar a ambulância e interná-lo? Ou esperar as ambulâncias da guerra que está por vir, socorrer as vítimas?
7 de junho de 2009
O terceiro e último aspecto a ser abordado em relação ao comportamento humano, neste episódio, seria no que diz respeito a auto-confiança dos pilotos.
Nos 3 recentes acidentes com aviões no Brasil, cogitaram a hipótese de falha humana.
No primeiro, do vôo da Gol oriundo de Manaus, especula-se que os pilotos do jato Legacy, que raspou no avião causando o acidente, estariam com o ¨transponder¨desligado, ou ainda, não teriam seguido a rota pré-determinada.
No segundo vôo, da TAM que aterrissou mas não conseguiu frear na pista, especula-se que uma das ¨manetes¨ estaria na posição errada no momento da aterrissagem.
No terceiro vôo, da Air France, especula-se que o piloto automático poderia estar desligado no momento(talvez por pane elétrica).
Será que os pilotos estão confiando demais nos ¨inúmeros¨ recursos de segurança das aeronaves? A ponto de cometer ¨pequenos descuidos¨ com grandes consequências? Podem eles estarem tão confiantes nos equipamentos que talvez não estivessem a todo momento hiperatentos, antenados, ligados a todas as muitas informações do painel do avião? Ou será que poderia ser excesso de auto-confiança no que diz respeito a suas habilidades de pilotar as aeronaves e resolver qualquer intercorrência que porventura ocorra?
A outra questão a ser levantada do ponto de vista do comportamento humano seria: Será que o aumento do número de aviões no espaço aéreo mundial, ocasionado pelo crescimento das viagens e companhias aéreas pelo mundo, não compromete a segurança e eficácia dos recursos de segurança ou melhor dizendo: Será que não exige uma mudança em uma postura de maior vigilância durante o vôo? Ou ainda, será que os pilotos não estão sendo superexplorados e trabalhando em demasia para atender a demanda de vôos e por isso poderiam estar estressados, cansados, desgastados e por isso estarem com menos poder de concentração e atenção? Ou seja, mais sujeitos a erros?
O que me parece é que todos confiam demais na velha história de que o avião é um meio de transporte extremamente seguro, pecam por esse excesso e só se dão conta que ¨a coisa não é bem assim¨ depois que um acidente acontece.
Será que a complexidade de uma aeronave gigantesca com inúmeros equipamentos para serem usados durante o vôo, além de uma série de leis da física envolvidos em seu funcionamento, como pressão atmosférica, atrito da pista, calor, eletricidade, potência, ventos, chuva, peças delicadas, combustível inflamável, não merece mais cuidado? Quanto maior a complexidade, maior o número de fatores envolvidos e mais chances de algo falhar.
Apesar de tão poucos acidentes, você se sente seguro hoje para viajar de avião?
7 de junho de 2009
Outro aspecto importante a se comentar sobre o comportamento humano neste caso, está em relação aos desfechos que estes acidentes aéreos têm tomado.
A princípio são dadas sempre diversas explicações para o acidente, em uma aparente tentativa de pulverizar a culpa, da companhia aérea, dos governos envolvidos, dos pilotos, da fabricante da aeronave, da aeronáutica e outros. O mais fácil é culpar a natureza, apesar dos constantes relatos que essa causa é quase improvável e teremos que processar a ”São Pedro”. Ou culpar os pilotos, que infelizmente já morreram e nada mais podem fazer. Ou dizer que foi um somatório de circunstâncias que culminaram no acidente, ou seja, um pouquinho de culpa para cada um e ficamos combinados assim.
É necessário achar um culpado? Ou somente uma explicação?
7 de junho de 2009
Do ponto de vista do comportamento humano. Temos muito a comentar sobre este caso.
Primeiramente o comportamento da mídia, a imprensa, da TV aos Jornais. Mais uma vez o sensacionalismo, a exploração do sofrimento alheio, do sadismo humano, através de fotos, detalhes sórdidos e principalmente muita, mas muita especulação inconsequente. Na falta de informações novas, inventa-se, explora-se cada brecha que se abre. Todos nós sabemos que a imprensa precisa vender jornal e ter audiência na TV, tudo bem, todos precisam pagar suas contas, inclusive as empresas. Porém há tempos que trocou-se o papel de informar pelo de vender. A notícia deixou de ser um instrumento e passou a ser um produto. Será que há algum psicólogo na equipe de jornalismo para avaliar o impacto emocional e as consequências sociais deste comportamento?
Quantas vezes você já assistiu ou leu a mesma notícia ?
6 de junho de 2009
¨A vida é dura, para quem é mole.”
Diariamente no caminho para o meu trabalho, eu passava por uma casa, onde alguém havia colocado uma faixa bem grande com esta frase. Incrível, que quando eu passava por ali, lia esta frase, como ela me dava força.
É claro que a frase não é uma verdade absoluta. A vida é dura para muita gente que não é mole. Ou tem muita gente que parece ¨mole¨ por alguma razão que seja, até mesmo por doença. Mas para muita gente essa frase pode valer e ajudar no dia-a-dia. Para mim ela foi boa !
Essa frase vale para você? Você discorda dela?
1 de junho de 2009
Ouvi ontem e gostei:
¨O que me assusta não é o barulho dos que fazem o mal. Mas o silêncio dos que fazem o bem.¨